"O Reino dos Céus é das crianças e daqueles que se fazem como elas!"
 
 
Terço do Amor e Via Sacra (abaixo)

 


Em grupos de oração, cenáculos e terços em família, o Ato de Amor poderá ser rezado em conjunto, nas contas do terço:


Iniciar com: Pai-Nosso, Ave Maria e Credo.


Nas contas grandes (do Pai-Nosso): "Doce Coração de Jesus, sede meu amor!
Doce Coração de Maria, sede minha salvação!"

Nas contas pequenas (das Ave-Marias): "Jesus, Maria, eu Vos amo, salvai almas!"

No fim do terço: "Sagrado Coração de Jesus, fazei com que eu Vos ame cada vez mais!" (3 vezes).

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Metodo da Via Sacra

Ensinado pelo Divino Redentor à Ir. Josefa Menéndez  (Com aprovação Eclesiástica)

Do livro: “Apelo ao Amor”, por Ir. Josefa Menéndez

Nosso Senhor fez esta Via Sacra com Soror Josefa na quarta-feira da Semana Santa, 28 de março de 1923, e ditou-a dois dias depois, na sexta-feira santa, 30 de março.

“Josefa, vais contemplar-me durante o doloroso caminho do Calvário, no qual vou derramar meu Sangue. Adora-o e oferece-o a meu Pai celestial para que sirva à salvação das almas.”

I Estação

Escuta como pronunciam contra mim a sentença de morte! Vê com que silêncio, paciência e mansidão, meu Coração a recebe.

Almas, que procurais imitar minha conduta, aprendei a guardar o silêncio e a serenidade diante do que vos mortifica e contraria.

II Estação

Olha a cruz que põem sobre os meus ombros! Grande é o seu peso, porém muito maior é o amor que sinto pelas almas.

Almas que me amais, comparai vosso sofrimento com o amor que me tendes e não deixeis que o desânimo apague a chama deste amor.

III Estação

O peso da cruz me faz cair por terra, porém o zelo pela salvação das almas me faz levantar e me reanima para seguir o caminho.

Almas que chamei para partilhar o peso de minha cruz, vede se vosso zelo pelas almas vos dá nova vida para prosseguir no caminho da abnegação e da renúncia, ou se vosso amor próprio, excessivo, abate vossas forças e não vos deixa suportar o peso da cruz?

IV Estação

Aqui encontro minha santíssima e querida Mãe. Contempla o martírio destes dois corações! Porém a dor de um e do outro se reunem para se fortalecer mutuamente e, embora doloroso, o amor triunfa.

Almas que caminhais pela mesma senda e tendes o mesmo ideal, que a vista de vossos mútuos sofrimentos vos anime e vos fortaleça, para que o amor triunfe. Que a união na dor vos sustente e vos faça abraçar generosamente os espinhos do caminho.

V Estação

Olhai como o Cirineu aceita essa carga penosa e cruel. Olhai também como meu corpo vai perdendo as forças…

Almas que abraçastes o estado de perfeição, se a vossa coragem fraqueja diante do esforço que exige a luta contra a natureza, considerai que vos haveis comprometido a levar minha cruz, não por uma pequena quantia, nem por um gozo terreno e passageiro, senão para adquirir a vida eterna e procurar a mesma ventura a muitas outras almas.

VI Estação

Olhai a caridade com que Verônica vem enxugar meu rosto e como por amor vence todo respeito humano.

Ah, vós que por amor haveis abandonado o mundo e o que mais amáveis, não deixeis que agora um ligeiro temor de perder a reputação ou a fama, os impeça de enxugar meu rosto com atos de generosidade e de amor. Vede como o sangue o cobre!...

VII Estação

A cruz esgota as minhas forças. O caminho é longo e penoso. Ninguém se apresenta para sustentar-me, e minha angústia é tal, que caio pela segunda vez.

Não desanimeis, almas que caminhais após mim, se em vossa vida sem consolo humano e cheia de aridez, vos virdes abandonadas de todo consolo espiritual. Reanimai-vos à vista de vosso Modelo no caminho do Calvário. Vedes que é pela segunda vez que cai, porém se levanta e segue seu caminho até o fim. Se quiserdes tomar um pouco de força, vinde e beijai-lhe os pés!

VIII Estação

As mulheres de Jerusalém choram ao ver-me em tal estado de ignomínia. O mundo chora diante do sofrimento, porém eu vos digo, almas que me seguis pelo caminho estreito, que mais tarde o mundo vos verá andar por vastos prados floridos, ao passo que ele e os seus, caminharão sobre o fogo que eles mesmos se prepararam com os seus gozos.

IX Estação

Olha que já estou perto do Calvário e caio pela terceira vez. Deste modo darei forças às pobres almas que, próximas da morte eterna, se enternecerão com o sangue das feridas causadas por esta terceira queda; esta lhes dará o auxílio da graça para se levantarem uma última vez e conseguirem a vida eterna.

Almas que desejais imitar-me, não recuseis nunca um ato que vos custe, ainda que vos produza novas feridas! Que importa! … Esse sangue dará vida a uma alma… Imitai vosso Modelo que se adianta até o Calvário.

X Estação

Olhai com que crueldade me despojam de minhas vestes. Contemplai como permaneço em silêncio e num abandono total.

Deixai-vos despojar de tudo que possuís, seja de vossos bens ou de vossa vontade própria! Em troca, eu vos cobrirei com a túnica da pureza e com os tesouros do meu próprio Coração.

XI Estação

Já cheguei ao cimo do Calvário, onde vou entregar-me à morte. Já me colocam e pregam na cruz… Nada tenho, nem mesmo a liberdade para mover as mãos e os pés… Porém não são os pregos, mas o amor que me prende. Por isso não sai dos meus lábios nem uma queixa, nem um suspiro.

Vós que estais pregadas na Cruz da vida religiosa e presas a ela pelos vossos votos, que são os pregos do amor, não vos queixeis, não murmureis quando estes cravos benditos vos rasgarem as mãos e os pés. Vinde e beijai os meus! Aqui encontrareis força.

XII Estação

A cruz é minha companheira no caminho do Calvário, e na cruz exalo o último suspiro.

Almas que tivestes a cruz por companheira inseparável durante a vossa vida, ficai certas que em seus braços exalareis vosso último suspiro, e ficai certas também que ela será a porta por onde entrareis na vida. Abraçai-a com ternura e amai-a como o maior de vossos tesouros.

XIII Estação

Olhai com que caridade este homem justo (José de Arimatéia) se encarrega de descer meu corpo da cruz. Coloca-o nos braços de minha Mãe. Ela o adora; beija-o, deixa cair suas lágrimas sobre meu rosto e sobre todos os meus membros. Depois o entrega aos que vão embalsamá-lo e depositá-lo no sepulcro.

Almas escolhidas e chamadas para ser esposas e vítimas, vinde! Tomai meu corpo e embalsamai-o com o aroma de vossas virtudes!... Adorai suas chagas! Beijai-as e deixai que as lágrimas caiam sobre o meu rosto… depois colocai-me no sepulcro de vosso coração!

Dizei também uma palavra de consolo à minha querida Mãe, que é também a vossa!

XIV Estação

Olhai com que delicadeza me põem no sepulcro. É novo e portanto limpo da mais ligeira mancha.

Almas que me estais unidas por laços tão estreitos como são os vossos votos, procurai todas as delicadezas que vos inspire o amor, a fim de que vosso coração esteja limpo e ornado para sepultar-me nele por um amor terno, um amor forte, um amor constante e generoso.

Agora, Josefa, adora minhas chagas, beija-as e reza o Miserere!

Depois de cada estação, Josefa dizia esta oração: “Pai eterno, recebei o sangue divino, que Jesus Cristo, vosso Filho, derramou na sua Paixão. Por suas chagas, por sua cabeça transpassada pelos espinhos, por seu Coração, por seus méritos divinos, perdoai às almas e salvai-as!”- E, beijando o chão: “Sangue divino de meu Redentor, adoro-vos com grande respeito e grande amor para reparar os ultrajes que recebestes das almas”.

 

Terço do Amor